Colunas cromatográficas de líquido iônico: acuracidade, precisão e consistência em seus resultados

Como os avanços da Cromatografia Gasosa aumentam a resolução de misturas complexas

A Cromatografia Gasosa (GC) é atualmente um método analítico padrão que sustenta a pesquisa, o desenvolvimento e o controle de qualidade em muitos setores, especialmente na fabricação de produtos petroquímicos, no meio ambiente, na contaminação de alimentos, resíduos de medicamentos e análise forense. Estas matrizes são particularmente interessantes e desafiadoras sob o ponto de vista cromatográfico por causa de seu elevado número de constituintes, que, por sua vez, exibem uma ampla diversidade de propriedades físico-químicas. Como resultado, estas amostras possuem características que favorecem a ocorrência de coeluições e dificultam a obtenção de picos e espectros puros, quando analisadas por técnicas cromatográficas e/ou espectrométricas.1,2

Dentre as inúmeras técnicas de análise instrumental, a cromatografia gasosa (GC) destaca-se com excelência para separação, detecção e identificação de compostos voláteis e semi-voláteis em misturas complexas e expandiu-se com grande rapidez nas duas décadas seguintes à sua invenção. Em decorrência da modernização dos cromatógrafos, do desenvolvimento de novas fases estacionárias, assim como a introdução de colunas capilares e do desenvolvimento de softwares avançados para tratamentos de dados cromatográficos, os métodos tem se tornado mais eficientes e reprodutíveis, além de proporcionarem o uso de novas técnicas, como GC-MS, Fast GC e cromatografia bidimensional (GC × GC) que prometem expansão adicional e com isso a versatilidade do GC moderno tende a expandir suas áreas de aplicação.1,2,3

coluna cromatográfica encontra-se no centro do equipamento e é a principal responsável pela a qualidade da separação alcançada por todo o sistema. Os fabricantes disponibilizam uma ampla gama de colunas capilares com diferentes seletividades. A escolha da coluna apropriada para uma determinada separação depende da natureza química do analito, da matriz da amostra e do solvente, e especialmente das interações moleculares entre o analito e fase estacionária.2

Apesar do grande número de colunas disponíveis comercialmente, muitas apresentam seletividades redundantes e oferecem uma gama limitada de propriedades de solvatação. Neste contexto, a prospecção de novas fases estacionárias é de grande interesse tanto para o meio acadêmico quanto para a indústria.1

Entre as principais inovações observadas encontramos as fases estacionárias comerciais derivadas de líquido iônico (IL) que visam superar limitações permitindo novos tipos de interações entre solutos e a fase através da construção química diferencial. Essas colunas têm sido empregadas com êxito na separação de analitos de média e elevada polaridade, tais como ésteres metílicos de ácidos graxos, compostos relacionados com fragrâncias, hidrocarbonetos aromáticos, haletos de alquila e outros compostos polares, além de trazer benefícios como baixa pressão de vapor, que ajuda a melhorar o revestimento da coluna de GC. Essas colunas têm sido utilizadas com sucesso para cromatografia gasosa convencional e multidi­mensional. Isto se deve, em grande parte, às suas seletividades e excelente desempenho analítico.1,4

 

1. L. Hantao, B. Toledo e F. Augusto, ?Fases estacionárias de líquidos iônicos em cromatografia gasosa: fundamentos, avanços recentes e perspectivas,? Química Nova, pp. 81-93, 2016.

2. K. Bartle e M. P., ?History of gas chromatography,? TrAC Trends in Analytical Chemistry, pp. 9-10, 2002.

3. R. Sequinel, R. Hatanaka, C. Gualtieri, D. Flumignan, J. Oliveira e J. Filho, ?Cromatografia gasosa ultrarrápida: uma visão,? Quimica Nova, pp. 1-13, 2010.

4. C. Kulsing, Y. Nolvachai, H. Hügel e P. Marriott, ?Developments in Gas Chromatography Using Ionic Liquid Stationary Phases,? LCGC , p. 434?440, 2015.  

5. L. Hantao, B. Toledo e F. Augusto, ?Fases estacionárias de líquidos iônicos em cromatografia gasosa: fundamentos, avanços recentes e perspectivas,? quimica Nova, pp. 81-83, 2016.

Fonte: www.labnetwork.com.br